ableDome :: a Motivação

A Ablevision®, após relatos ao longo de sua experiência com grandes clientes industriais, constatou que todos, sem exceção, em alguma parte do processo usam mão de obra humana. Todos também disseram vivenciar exatamente os mesmos problemas

     Esse curioso fato motivou a Ablevision® em prover um estudo aprofundado das causas desses problemas e, principalmente, focar em conceber uma solução tecnológica e viável para esses problemas. O estudo foi multidisciplinar e envolveu conhecimentos em Engenharia de Processos e de Produtos, Ciência da Computação, Engenharia Mecânica, Física, Psicologia, Neuro-lingüística, Contabilidade Industrial, Engenharia de Qualidade, entre outros.ara expor de forma objetiva e simples os principais resultados desses estudos, optamos por fazer uma apresentação diferente. 

Robos x Humanos  

A partir de agora, usaremos o termo “Robô” para simbolizar a montagem automática e “Humanos” para montagem manual. Assim, podemos afirmar que, na maioria dos casos, os Robôs quando comparados com os Humanos possuem:

  • alta produtividade; grande precisão; 

  • executam tarefas repetitivas com exatidão; 

  • produção constante no tempo; 

  • param apenas para manutenções programadas ou corretivas.

Insalubridade  

Os Humanos são muito suscetíveis aos efeitos dos ambientes insalubres podendo ter sua saúde abalada pela exposição a altas ou baixas temperaturas, a execução de movimentos repetitivos pode ocasionar LER. Ficam sujeitos a infecções ou intoxicações e alergias.
     No entanto, uma das mais graves doenças laborais é o “Stress”. Essa doença é uma verdadeira bomba relógio, podendo apresentar seqüelas graves não só físicas mas também psíquicas e sociais. Esse “Stress” é causado pela hiper-estimulação dos sentidos e deve ser levado em conta pela indústria para prover qualidade de vida melhor aos funcionários (e evitar processos judiciais futuros).

Capacitação  

 Quando necessário, a substituição de uma Robô é tecnicamente muito tranqüila bastando adquirir um modelo similar. A mesma facilidade está na replicação ou aumento no número de máquinas e a produção certamente terá aumento proporcional.
    Com os Humanos a realidade é outra. Um humano não pode ser replicado e possui um tempo de aprendizagem que varia de pessoa para pessoa. Essa curva de aprendizagem é longa e quando um montador chega ao seu limite de produtividade, dependendo do caso, ele precisa ser alocado para outra atividade para não sofrer problemas de LER. Quando ele volta ao posto de origem, sua produtividade diminui. Essa flutuação de produção não é boa para as indústrias

Custos  

Um fator importante que deve ser considerado é, obviamente, o custo do processo. Nos países desenvolvidos um equipamento automático pode apresentar “Pay-back” muito mais rápido do que em países em desenvolvimento. As vezes, dependendo da variação do modelo, este equipamento simplesmente não dá “Pay-Back”. Os custos de manutenção também são em geral muito elevados para equipamentos automáticos quando comparados aos salários dos Humanos.
     Por outro lado, a montagem manual humana possui custos de contratação mais baixos. No entanto, deve-se considerar muitos outros fatores como:

  • custo de treinamento/capacitação;

  • saúde (preventiva, tratamentos, afastamentos);

  • alto índice de necessidade de retrabalhos;

  • baixa qualidade percebida;

  • passivos trabalhistas;

  • etc.

Flexibilidade  

 Apesar de todos os problemas os Humanos são extremamente versáteis. Sua adaptabilidade é fantástica, podendo ser alocados em diversas tarefas. Os Robôs são, em geral, pouco flexíveis, realizando apenas as tarefas definidas no escopo de sua fabricação. Alterações em Robôs as vezes não são possíveis ou inviáveis do ponto de vista econômico.

Habilidades  

A tecnologia evolui com muita rapidez. No entanto, hoje ainda não há equipamento que reúna tantos sensores e com tanta habilidade quanto o corpo humano. Não há dúvidas quanto ao fato de que a tecnologia será capaz algum dia de recriar ou copiar o corpo humano. Hoje isso está longe de acontecer

Ciclo financeiro  

 Nos modelos atuais de economia, é preciso considerar os seguintes cenários: “O Sonho da Engenharia”, “O Sonho Populista” e o “Mundo Real”. No primeiro, ou seja, no “Sonho da Engenharia” todas as indústrias são 100% automatizadas. Não há nenhum Humano em linhas de produção. A produtividade é enorme e não há custos com RH. Neste cenário, há excesso de produto, ou seja, muita oferta e não há dinheiro no mercado pois os Humanos não participam do ciclo financeiro. Isso força que os preços caiam e, mesmo assim, não há vendas para gerar receita para as indústrias. A conta não fecha.
     No “Sonho Populista” os Robôs foram banidos. Não há um processo industrial automatizado. Neste cenário os salários injetam muito dinheiro no mercado. No entanto, as indústrias estão inchadas e não dão lucro. Sem lucro não há investimentos em inovação. Sem inovação o consumidor não compra e não substitui os produtos. A conta também não fecha.
No “Mundo Real” o convívio equilibrado entre indústria e comércio é muito eficiente.

Equilíbrio  

Equilíbrio na indústria: Os Robôs ficam com tarefas que requerem muita precisão e tarefas repetitivas ou na produção de peças com alto valor agregado e que viabilizem os custos altos. Assumem também as tarefas insalubres onde a presença dos Humanos é arriscada.
     Os Humanos, por sua vez, com uso de ferramentas ocupam-se com as tarefas onde as habilidades manuais e sensoriais sejam ainda inviáveis de serem automatizadas.

Desafio  

O grande desafio é, portanto, capacitar os Humanos para que sua alocação em indústrias seja mais produtiva em todos os sentidos: velocidade de produção, maior precisão, treinamento rápido, etc.
Para isso é preciso entender as causas geradoras dos problemas com Humanos e assim tentar minimizar suas ações.

Origem do problema  

 Quando se confrontam as origens da indústria e do ser humano, é muito fácil perceber o porquê dessa dificuldade da alocação de pessoas em linhas de montagem.
     O ser humano foi concebido para, essencialmente, procriar e sobreviver. Sem considerar obviamente o caráter religioso, dizem que os seres humanos são apenas ferramentas de nossos DNAs para se perpetuarem. Para isso, fomos munidos de sensores complexos e sempre ativos que nos permitem visualizar a caça por entre as árvores ou em campo aberto, sentir odores que sinalizam se um alimento está bom para consumo ou é potencialmente causador de doenças, sentir sabores que priorizam o acúmulo de energia em nosso corpo (vide uma Picanha!). A audição nos ajuda durante a noite.

Esse excesso de sensores causa também reações adversas no cérebro dos seres humanos. Em geral, as linhas de produção criam um ambiente poluído visualmente, ou com ruídos e tudo isso, aliado a criatividade das pessoas, gera Subjetividade.

Subjetividade x Objetividade  

Essa Subjetividade é exatamente o que a indústria não quer. É ela que causa a maioria dos problemas de montagem industrial. As pessoas recebem muitos estímulos sensorias e isso dispersa a sua atenção o que leva a lapsos de desconcentração. Isso acarreta baixa produtividade e alto risco de se cometer erros de montagens ou até acidentes pessoais graves.
     Como a indústria, com pouco mais de 100 anos pode competir com a Natureza após milhões de anos de evolução?
Com Criatividade!
     O ser humano é criativo e pode reverter os estímulos sensoriais para criar em nossos cérebros uma forma de agirmos mais objetivamente. Estimulando-se os sentidos visuais e espaciais de forma orientada e (por que não?) divertida, pode-se conduzir as ações do montador sem estressá-lo.

Mundo ideal  

Os estímulos devem ditar o ritmo ao montador de forma que ele faça o elenco de tarefas o mais rápido possível. As peças que ele deve montar devem ser “entregues” a ele para que não se confunda ou perca tempo localizando-as. As instruções de montagem devem ser lembradas ou ensinadas de forma dinâmica e somente quando ele vai executá-las e, por fim, um monitoramento deve ser realizado para que se garanta que o montador seguiu todas as etapas a contendo.

Solução proposta  

A Ablevision® criou um equipamento conceito que pode ser acoplado sobre uma bancada de trabalho ou uma linha de produção que gera os estímulos visuais, no mesmo campo visual do operador com uso de ilusões de óptica de forma a indicar todas as ações que ele deve executar e ainda monitora se as ações foram realizadas de forma sincronizada.
     Esse novo conceito é o ableDome.

 

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